DRA. QUÉSIA VILLAMIL

Eu sempre acreditei no parto como uma experiência positiva, transcendente, enriquecedora e muito, muito prazerosa.  Para mim a maternidade já era algo fantástico e por isto iniciá-la com uma celebração fazia todo o sentido. Esta celebração era o parto.

 

Escolhi ser médica obstetra ainda criança. Era apaixonada por grávidas e suas histórias. E sonhava com o dia em que eu poderia experimentar aquela dádiva da gravidez. E do parto.

Enfim meu dia chegou. E chegou de novo. E de novo.

 

Felizmente a natureza me presenteou com partos fáceis do ponto de vista técnico. E com uma equipe de cuidadores sensíveis e atentos aos meus desejos, de modo que todos os meus pedidos foram respeitados.

 

Minhas primeiras três experiências de parto foram exatamente como eu tinha desejado. Partos humanizados, fora do ambiente de bloco operatório, utilizando técnicas naturais de alívio da dor, acompanhada por equipe multiprofissional -- médico, enfermeira obstetra e doula.

 

Entretanto, nestas três experiências eu senti muita, muita dor.  Meu primeiro parto foi demorado e eu usei analgesia peridural, pois a dor ficou insuportável. O segundo e o terceiro foram rápidos e fáceis, não  cheguei a usar analgesia. Mas tinha a lembrança de ter ficado descontrolada por causa da dor. 

 

Então, quando engravidei pela quarta vez, pensei: “Por que eu, que vejo o parto como uma experiência tão positiva, que acredito no meu corpo, que me sinto tão feliz quando entro em trabalho de parto, sinto tanta dor? Por que não consigo desligar a minha mente e parir em paz?”

 

Foi então que, fazendo pesquisas, descobri as técnicas de hypnobirthing.  Entendi que toda a dor que eu sentia era porque eu nunca conseguia controlar meu cérebro que, no fundo, tinha muitas lembranças e informações ruins a respeito de parto. Eu trabalhava no Comitê de óbitos materno da minha cidade, todos os casos de mulheres e bebês que morriam no parto eram analisados e investigados por mim e minha equipe. 

 

Além disso, eu tinha uma bagagem colecionada por 19 anos, somando o curso de medicina e o tempo da obstetrícia prática. Esta bagagem era pesada e triste. Tinha cuidado de muitos partos complicados, acompanhado perdas, processos patológicos. 

 

Eu mesma tinha vivido uma gravidez e parto difíceis na minha primeira experiência, quando tive uma filha com anencefalia que faleceu 40 minutos após o nascimento. 

 

Quando eu conheci a hipnose para o parto entendi que toda a dor é controlada pelo cérebro e que lá estavam arquivadas minhas memórias e meus medos. E que só “desligando” meu cérebro eu poderia me conectar com minha essência feminina, com meu útero, com meu bebê.

 

Li livros, conversei com pessoas de todo o mundo, assisti vídeos. Pesquisei programas de preparo para o parto com técnicas de hypnobirthing e vi que em todos os continentes as pessoas já difundem a técnica.

 

Então fiz um plano de ação para minha última gravidez. Usei as técnicas de hipnose que tinha aprendido. Meu marido também leu e se preparou.  Deixei de lado os preconceitos por ser médica e me entreguei. A partir do terceiro trimestre iniciei as técnicas e minha mente foi se conectando com o que deveria se conectar e se desconectando do que deveria se desconectar.

 

E então, quando entrei em trabalho de parto pela quarta vez, estava pronta. Senti muito, muito prazer. Me senti plena. Muito feliz por estar passando por aquela experiência. Meu parto foi mágico e quase sem dor. Após o nascimento da minha filha tive retenção placentária, uma complicação que eu sabia que era grave, mas aquilo não tirou a sensação de prazer que eu estava sentindo. 

 

Era como se tudo fosse mágico, perfeito. Como se tudo fosse parte de uma história perfeita. Eu estava hipnotizada! Eu estava apaixonada, embebida por hormônios de positividade e amor. 

 

Foi então que decidi compartilhar tudo o que tinha aprendido sobre hipnobirthing.  Para que mais mulheres possam conhecer esta técnica. Para que aprendam a controlar suas mentes e sentimentos, se entregando para viverem o melhor do parto.


Desejo que você que fará o curso “Parto Positivo: Hypnobirthing para casais” também tenha, no nascimento do seu bebê, uma experiência transcendente, prazerosa e muito, muito feliz!

Mãe de Esther, Paulo, Estêvão e Rebeca

Médica Ginecologista e Obstetra

Criadora do  "Curso Parto Positivo: Hypnobirthing para Casais"

Dra. Quésia Villamil

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